Publicado por: ceercomunicaciencia | 05/09/2011

FMUP LEVANTA NOVA HIPÓTESE NA ÁREA DO CANCRO

 

Uma equipa de cientistas do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) publicou uma carta na última edição da Nature Reviews Cancer, uma das revistas científicas mais conceituadas do Mundo, cujo fator de impacto se situa nos 37,178 – na qual sugere que a capacidade das plaquetas acumularem polifenóis, e a sua propensão para serem atraídas para os tumores, pode abrir portas ao desenvolvimento de uma nova terapia contra o cancro.

De acordo com Raquel Soares, vice-presidente do Conselho Científico da FMUP e co-autora da carta a par de Rita Negrão, Delfim Duarte e Raquel Costa, esta nova hipótese científica surgiu no seguimento da publicação de um artigo científico, na Nature Reviews Cancer, elaborado por investigadores estrangeiros, que indica que as plaquetas são atraídas para os tumores e interferem no seu desenvolvimento, o que levantava a hipótese de servirem de veículo para chegar a metástases tumorais dispersas (chamadas por vezes de raízes do cancro).

Os polifenóis são agentes com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, antiangiogénicas (previnem a formação de vasos sanguíneos de forma descontrolada, como acontece nos tumores) e com propriedades cicatrizantes. Presentes em variadíssimos alimentos (fruta, vegetais, vinho tinto, cerveja, entre outros), os polifenóis são um dos objetos de estudo dos investigadores do Departamento de Bioquímica da FMUP há vários anos.

O cruzamento das informações publicadas pelos autores estrangeiros com os resultados da vasta linha de investigação sobre os polifenóis estudados na FMUP levaram os cientistas a concluir que, se as plaquetas são atraídas para as metástases tumorais e se acumulam polifenóis, podem viabilizar terapias para o tratamento do cancro e de outras doenças vasculoproliferativas. Isto porque os polifenóis vão reduzir a criação anormal de vasos sanguíneos e o stress oxidativo característicos dos tumores, e as plaquetas vão garantir que esses polifenóis cheguem às metástases, mesmo às mais profundas e dispersas.

De acordo com Raquel Soares, esta nova teoria abre portas a toda uma nova linha de investigação. É um exemplo claro da máxima thinking out of the box, realça a investigadora, considerando ainda muito gratificante a formação de novas ideias através da troca de informações entre equipas científicas distintas com enfoques diferentes.

A equipa da FMUP pensa agora iniciar estudos in vitro e, mais tarde, evoluir para experiências em modelos animais, para testar esta teoria. Para além de potencial em termos de tratamento do cancro, esta ideia, poderá ser adaptada a patologias como a diabetes, a obesidade ou até a asma.

Fonte: http://www.noticias.up.pt

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