Publicado por: ceercomunicaciencia | 07/06/2011

Uma Plataforma Genómica sem paralelo em Portugal

 
O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) conseguiu financiamento para uma Plataforma Genómica, a ser instalada no Campus Agrário de Vairão e que, de acordo com o director, “não tem paralelo em Portugal, e mudará a paisagem da sequenciação e da genómica no pais”. Nuno Ferrand está convencido de que esta nova tecnologia irá permitir “o aparecimento de múltiplas possibilidades de colaboração empresarial, científica, e
outras”.
 
Terminou, assim, da melhor forma o processo de negociações com Bruxelas para o financiamento do projecto Capacity building at CIBIO for research using Next-Gen Sequencing” no âmbito do programa CAPACITIES do 7º Programa Quadro (FP7), que procura estimular a excelência da investigação e da inovação na União Europeia.
 
O projecto, coordenado por Nuno Ferrand de Almeida, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e director do CIBIO, envolve um financiamento global de cerca de 3,5 milhões de euros, associa os vários grupos de investigação do CIBIO e prevê a aquisição de equipamentos e tecnologia de ponta na área da sequenciação de genomas e da análise de dados, juntamente com a contratação de um conjunto de investigadores muito qualificados e experientes. 
 
Este programa prevê a aquisição de um sequenciador de segunda geração, de elevadíssima capacidade, último
modelo, que não existe em Portugal (500.000 euros), e que irá permitir obter muitas sequências de uma só vez de modo a que um genoma humano possa ser sequenciado num dia ou dois. Tarefa que, anteriormente, levava anos. O programa prevê também um sequenciador de terceira geração, que só agora está a entrar no mercado mundial. É inexistente em Portugal e em quase toda a Europa.

O programa vai permitir ainda obter computadores de alta capacidade para análise de dados (150.000 euros), a contratação de um Investigador Principal para a área da Biologia Computacional e Bioinformatica, de um bioinformatico, de dois investigadores doutorados para trabalharem com os sequenciadores e com a parte computacional, e a contratação de três novos investigadores para o CIBIO. Todas estas contratações por 30 meses.

 
O programa prevê ainda o desenvolvimento de um intenso programa de “Twinning” (training periods, durante três anos) com os melhores centros europeus e americanos nesta area (e.g. Max-Planck Institutes na Alemanha, Universidade de Uppsala na Suecia, Broad Institute da Harvard University, MIT, etc).

Pela sua experiência nas áreas da genómica, genética e áreas afins, Nuno Ferrand sublinha que “corríamos o risco de
ficar para trás pela quase certa impossibilidade de conseguirmos, a nível nacional, as verbas necessárias para adquirir os sequenciadores de segunda e de terceira geração que estão agora a chegar ao mercado. Felizmente, esse problema já não nos afectará para os próximos anos!” Daí não esconder a “imensa satisfação por se ter conseguido este sucesso, que é o primeiro de um laboratório português neste eixo do FP7 em todas as áreas”.

 
Espera-se que a Plataforma Genómica resultante deste projecto possa estar operacional até final do ano no Campus Agrário de Vairão, reforçando a presença naquelas instalações da FCUP e da Universidade do Porto.
 
No cabeçalho a fotografia da equipa do CIBIO que ilustrou a candidatura.
 
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