Publicado por: ceercomunicaciencia | 05/04/2011

Cafeína a mais, ossos a menos

Dados epidemiológicos demonstram que o consumo exagerado de café – mais de quatro chávenas de café por dia – leva à perda significativa de massa óssea em mulheres após a menopausa. foram comprovados, pela primeira vez, neste estudo do ICBAS, usando diversos análogos da cafeína.
 
Um estudo inédito desenvolvido por uma equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) demonstra que o consumo exagerado de café – mais de quatro chávenas de café por dia – leva à perda significativa de massa óssea em mulheres após a menopausa. Aplicando diversos análogos da cafeína em mulheres sujeitas à colocação de próteses da anca., os cientistas demonstraram pela primeira vez efeitos indesejáveis da cafeína na maturação das células ósseas provenientes daquela população.
 
Publicado recentemente na prestigiada revista Journal of Cellular Physiology, o estudo gira em torno do papel da adenosina, uma substância determinante no aumento e na maturação das células responsáveis pela formação do tecido ósseo. Os investigadores conseguiram provar que os níveis de adenosina controlam a remodelação do osso, em mulheres na pós-menopausa. Um resultado que abre caminho na procura de novos alvos moleculares destinados ao tratamento de doenças como a osteoporose e a artrite reumatóide.
 
Para além da cafeína, a idade, as alterações hormonais da menopausa são factores que condicionam fortemente a acção da adenosina sobre o osso. Ao demonstrar que aquela substância tem um papel crucial na proliferação das células responsáveis pela formação do tecido ósseo, a descoberta dos investigadores do Laboratório de Farmacologia e Neurobiologia do ICBAS, num projecto liderado pelo professor Paulo Correia de Sá, vai permitir estudar compostos que substituam o papel activo da adenosina e levar à produção de fármacos – até agora inexistentes – capazes de agir eficazmente, antes da destruição óssea.

O próximo passo da equipa de investigação passa por tentar perceber de que forma podem ser aumentados os níveis de adenosina no osso. Nesse sentido, serão testados fármacos que actuem como seus precursores, substâncias que promovam a sua libertação pelas células e/ou compostos que impeçam a sua degradação.

Fonte: http://noticias.up.pt

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