Publicado por: ceercomunicaciencia | 04/03/2011

Biodiversidade ameaçada pelas alterações climáticas

Estudo de investigador do CIBIO foi publicado na revista Nature.

Um estudo publicado na revista Nature em que participa Miguel Araújo, titular da Cátedra Rui Nabeiro/Delta em Biodiversidade, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) – pólo da Universidade de Évora -, analisa, pela primeira vez, as consequências das alterações climáticas sobre a Árvore da Vida (a história evolutiva da biodiversidade e respectivo potencial) na Europa, em particular, sobre as relações evolutivas entre plantas, aves e mamíferos.

De acordo com as previsões dos investigadores, o Sul do continente europeu é a região mais afectada pelas alterações climáticas podendo registar uma “perda generalizada” de diversidade biológica. A diversidade biológica forma-se a partir do balanço entre extinções e a produção de novas espécies. Todas as espécies se encontram representadas na Árvore da Vida. O tronco e ramos internos correspondem aos antepassados das espécies modernas, que se representam nos ramos mais externos da árvore.
 
Miguel Araújo salienta que a biodiversidade nas regiões mediterrâneas é mais vulnerável porque se encontra exposta a alterações climáticas acentuadas, mas também por possuir maior diversidade filogenética que outras regiões da Europa. “A Península Ibérica será uma das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas. As distribuições das espécies poderão sofrer contracções importantes, ou deslocar-se para norte, ou para altitudes mais elevadas. Em casos extremos é mesmo possível que algumas espécies se extingam”, refere Miguel Araújo.
 
Para estudar o impacte que as alterações climáticas poderiam ter na Árvore da Vida, os investigadores reconstruíram as relações evolutivas, ou filogenéticas, de um grande número de espécies de plantas, aves e mamíferos e avaliaram o risco de extinção que cada uma delas poderia ter se fosse exposta a diferentes cenários de alteração climática. Num passo seguinte, os investigadores compararam as extinções induzidas por alterações climáticas com cenários aleatórios de extinção. “Esta análise permitiu, pela primeira vez, estudar de que forma poderiam as alterações climáticas afectar a Árvore da Vida ou, dito de outra forma, a história evolutiva da biodiversidade e o seu potencial evolutivo futuro”, explica Wilfried Thuiller, primeiro autor do estudo e investigador do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de Grenoble em França.
 
O estudo revela que as alterações climáticas poderiam ter impactes negativos em todos os ramos da Árvore da Vida: “ainda que alguns ramos da árvore da vida são mais susceptíveis de ser negativamente afectadas pelas alterações climáticas, globalmente, os impactes não se distinguem do que se esperaria as extinções fossem aleatórias”, refere Miguel Araújo. Estes impactes adicionar-se-iam a outros, como a destruição e fragmentação de habitats, a extracção excessiva de recursos biológicos, ou a introdução de espécies invasoras, que têm tendência a afectar ramos específicos da árvore da vida. RR + JS / CIBIO

Fonte: http://noticias.up.pt

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